É com entusiasmo que apresentamos Afloramentos, nossa exposição virtual inaugural, reunindo cerca de quarenta obras inéditas de Jaime Prades, criadas em resposta aos incêndios florestais que atingiram o Brasil em 2024. Referência transgeracional da arte brasileira, celebrado desde suas intervenções urbanas nas ruas de São Paulo nos anos 1980 e com mais de cinco décadas dedicadas às artes visuais, Prades transforma a paisagem em um campo de memória, matéria e transformação. Tendo o carvão — simultaneamente vestígio e matéria — como eixo da série, as obras transitam de pretos e cinzas profundos à irrupção de cores, evocando as forças opostas e inseparáveis da devastação e da regeneração. Afloramentos convida o público a uma experiência imersiva entre arte e natureza, revelando, para além das marcas do fogo, a potência da vida e a possibilidade de recomposição da paisagem.

Pessoa observando uma pintura em uma galeria de arte com várias obras pintadas na parede.

A participação da TPZ Art na FARGO 2026 destacou-se pela diversidade de linguagens e pelo diálogo entre diferentes gerações da arte contemporânea brasileira. Em uma edição que reafirmou Goiânia e o Centro-Oeste como importantes polos de circulação artística, a galeria apresentou obras de Siron Franco, cuja potência crítica e reflexão sobre a memória histórica brasileira despertaram grande interesse; Fernanda Peralta, que estabeleceu forte conexão com o público e alcançou os melhores resultados comerciais do estande; e Jaime Prades, cuja produção trouxe ao conjunto a força de sua investigação sobre matéria, memória, natureza e paisagem. Entre encontros com colecionadores, artistas e instituições, a participação consolidou a presença da TPZ Art na região, combinando reflexão, sensibilidade, potência criativa e êxito comercial.

Pessoa andando em uma galeria de arte com obras de arte abstratas e modernas expostas na parede, incluindo uma pintura colorida e uma de estilo preto e branco, com móveis de design minimalista no ambiente.

Ao longo da Sp-Arte Rotas 2025, aproximadamente 500 visitantes tiveram a oportunidade de se conectar com obras de grande relevância no cenário da arte brasileira. O rigor geométrico de Antonio Maluf, construído com precisão de engenheiro e capaz de sugerir profundidade ótica, dialogou de forma singular com a tridimensionalidade pontilhada de Claudio Tozzi, cuja tela da década de 1980 homenageia Nova Iorque em tons vibrantes. As obras de Antonio Peticov revelaram facetas contrastantes de sua produção, entre a composição geométrica dos anos 1960 e a pintura marcada pelo período de cárcere durante a ditadura, ambas carregadas de intensidade e memória. Leonilson, por sua vez, trouxe a dimensão íntima e poética de sua obra, convidando à contemplação silenciosa. E, entre tantas criações, destacou-se Jaime Prades, cuja força urbana e espiritual encontrou expressão máxima na tela Pacificadores, obra que se tornou ícone da exposição, atraindo o maior número de fotografias, olhares atentos e admiradores. O resultado foi uma experiência de imersão que reafirmou a vitalidade e diversidade da arte brasileira diante de um público atento e participativo.

Sala de exposição com várias obras de arte emolduradas na parede branca, incluindo pinturas abstratas, retratos, cenas urbanas e obras de arte contemporânea, com dois assentos de poltrona cinza na frente.

Na estreia da Trapezio Galeria na SP-Arte, em abril de 2025, apresentamos um conjunto diverso e expressivo de obras que marcaram nossa participação no evento. Entre nomes consagrados como Sergio Bertoni, Dudu Santos, Sansom Flexor e Alfredo Volpi — cuja rara tela da década de 1960, assinada na frente, atraiu olhares atentos de colecionadores e estudiosos — a mostra revelou um diálogo rico entre tradição e contemporaneidade. O grande destaque, no entanto, foi Selos, de Patrícia Bigarelli, parte da série Não Preencha Meu Silêncio. A obra, composta por centenas de selos que evocam correspondências trocadas entre namorados do mesmo sexo durante a ditadura, provocou reflexões intensas sobre memória, afeto e diversidade. Admirada e disputada pelo público, tornou-se símbolo de uma estreia marcada tanto pela força estética quanto pelo compromisso em dar visibilidade à pluralidade das vozes que compõem a arte brasileira.

Pinturas abstratas coloridas em uma galeria de arte, com duas pessoas observando as obras.

Na ArtRio 2024, a Trapezio Galeria, em parceria com o Projeto Antonio Maluf, apresentou um solo dedicado a um dos grandes pioneiros da arte concreta brasileira. A exposição reuniu diferentes momentos da produção de Antonio Maluf (1926–2005), permitindo ao público carioca um mergulho na precisão construtiva e na sofisticação estética de um artista cuja obra marcou de forma indelével a história das artes visuais no Brasil.

Foram exibidas composições geométricas e estudos ópticos que revelam o diálogo de Maluf com sua formação em engenharia civil, traduzido em obras de rigor técnico e, ao mesmo tempo, de grande sensibilidade poética. O conjunto destacou a capacidade do artista de expandir a bidimensionalidade, criando efeitos de profundidade e movimento que projetam suas telas para além do espaço expositivo.

Mais do que apresentar trabalhos raramente vistos fora de coleções institucionais e particulares, a mostra reafirmou a relevância e a atualidade de Maluf, um criador que soube aliar inovação formal e pensamento construtivo a uma linguagem atemporal, capaz de ressoar intensamente com o olhar contemporâneo.

Sala de exposição com quadros de arte abstrata em um painel branco e azul, sofá azul escuro com almofadas bege, rosa e cinza, mesa de centro com livros e duas mesas laterais com flores.

Na sua estreia em feiras de arte, a Trapezio Galeria marcou presença na Parte, apresentando um conjunto de obras em papel de artistas representados pela galeria. Essa participação inaugural foi pensada como um gesto de aproximação e experimentação, oferecendo ao público uma amostra da diversidade poética e da força criativa que compõem o DNA da galeria.

A escolha de levar obras em papel destacou não apenas a delicadeza e a intimidade desse suporte, mas também sua potência como espaço de pesquisa, ensaio e liberdade criativa. Cada trabalho revelou aspectos distintos da produção de nossos artistas, permitindo que os visitantes experimentassem uma leitura mais próxima e sensível de seus processos.

Essa primeira participação em feiras consolidou a Trapezio como um espaço atento às singularidades da produção contemporânea, reforçando seu compromisso em valorizar linguagens diversas e criar pontes entre artistas, colecionadores e novos públicos.